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Arifureta Shokugyou I Primeiras Impressões

Hajime Nagumo, de dezessete anos, é um otaku comum. No entanto, sua vida simples na escola de repente é virada de cabeça para baixo quando ele, juntamente com o resto de sua classe, são transportados para um mundo de fantasia! Eles são tratados como heróis e encarregados de salvar a raça humana da completa extinção. Mas o que deveria ter sido o de qualquer otaku rapidamente se transforma no pesadelo de Hajime. Enquanto o resto de sua classe é abençoado com poderes divinos, o trabalho de Hajime, Synergist, tem apenas uma habilidade de transmutação. Ridicularizado e intimidado por seus colegas por ser fraco, o garoto se vê em desespero. Ele será capaz de sobreviver neste mundo perigoso de monstros e demônios com apenas o nível de força de um ferreiro glorificado?

Avaliação geral da equipe:

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Impressões da equipe

Sérgio – mas tem um alter ego loli chamado Serudon

Não dá pra ter certeza se realmente vai ser um Isekai, mas a opening dá a entender que vai sim. Fora isso o anime já começa com o personagem perguntando se está vivo ou não, e também onde está. Os elementos de Isekai estão todos presentes, até o sistema de status de MMORPGs, em que os personagens simplesmente abrem algum dispositivo e podem ver seus níveis.

Não dá pra falar muito sobre a história porque é bem simples e – até então – mal contada. O protagonista foi traído por algum personagem não revelado, e por isso caiu em uma camada bem funda de um labirinto dentro do seu mundo fantasioso. Estando lá dentro ele precisa ficar forte, se adaptar, e até mesmo comer carne de monstro, que é o que causa sua drástica transformação.

Mas o maior problema é a animação, não só as cenas 2D, mas principalmente as 3D, a CGI desse anime está inaceitável (como vocês podem conferir na imagem abaixo). E fora tudo isso, a dublagem não chama a atenção, a opening é fraca, e o anime não é agradável de se ver nem para passar o tempo.

Cena destaque:

É com esse tipo de CG que eu tenho que lidar?

Lucas – O julgador

Tem um ditado que diz pra não julgarmos um livro pela capa. Eu normalmente ignoro isso e acabo consumindo muita coisa porque a capa é bonita, afinal, a primeira impressão é a que fica. Arifureta tem um nome interessante: “do comum ao mais forte do mundo”. É uma premissa gasta até não poder mais, mas mesmo assim eu me interessei. E como diz o ditado, eu escolhi pela capa e me arrependi.

Durante toda essa bolha de isekai que tá acontecendo, tem muito a ser falado, muitos pontos a serem discutidos e problemáticas à virem a tona, mas Arifureta não tem nada disso. Pra ser mais específico, Arifureta não tem nada. A trilha sonora não acrescenta em nada nas cenas de ação que acabam ficando muito confusas pela paleta escura do episódio, que se justifica por se tratar de uma “dungeon” e toda a estética RPG do anime, mas não quer dizer que seja bom.

O sistema de magia do universo que é “explorado” é simples demais, a ponto de parecer bobo. E, apesar de simples, não é empolgante em nenhum momento: Os pontos que deviam ser mais divertidos nesse tipo de anime mal são animados! Existem muitos cortes de uma cena pra outra e uma voz descrevendo “isso aconteceu”. O que poderia ser interessante depois de tudo isso seriam os personagens, mas, tirando o protagonista, eles aparecem tão pouco e de maneiras tão desinteressantes que não dá nem pra firmar uma opinião sobre eles.

E esse protagonista? Passou metade do episódio sendo construído como um covarde pra de repente virar um demônio com sede de sangue e vingança. A sensação que fica é que metade do episódio foi acompanhando uma pessoa que de repente desapareceu, sem mais nem menos. O que eu achei pelo menos engraçado, junto com as cenas toscas em CG, mas umas poucas risadas não pagaram a expectativa que eu criei antes de ver, que inclusive já era bem baixa.

Cena destaque:

Se decide aí, meu irmãozinho.

Pedro – Papel, tesoura

Bom, posso dizer que curti a palheta de cores negras, que chegava a fundir o cabelo do protagonista a escuridão da caverna, bem como também a ausência de traços que alguns personagens possuíam em certas cenas. No entanto, excluindo esses mínimos detalhes, não há mais nenhuma qualidade a ser percebida aqui. Tornando assim, ao meu ver, este primeiro episódio uma estreia extremamente vazia.

Sim, vazia, todos os personagens aqui estão fora de contexto e não possuem a menor caracterização ou identidade. O animê baseia seu universo nos já preestabelecidos conhecimentos sobre RPG’s e fantasia, assim, tendo como únicas explicações próprias as  entregues a partir dos monólogos expositivos do protagonista e nos pretensos flashbacks deslocados, que deveriam explicar alguma coisa, porém, não o fazem e somente quebram o ritmo da narrativa. Ao mesmo tempo, o plot avança acrescentando os elementos necessários para a  progressão prevista pelo roteiro e transformando assim nosso protagonista em um badass edgy-lord trevoso.

As deficiências do roteiro são tão gritantes que me abstenho de detalhes sobre a falta de coerência entre os planos, a trilha sonora inteiramente horrível, a animação pobre, o 3D horroroso e outros problemas. Enfim, minha única dica é, passem longe desse aqui, existem coisas melhores nessa temporada, não recomendo, valorizem sua saúde mental e procurem outra obra.   

Cena destaque:

Encerramento memorável! Duas estrelas do Paint movendo-se no fundo preto e vermelho…
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