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DanMachi l Crítica

Adaptado de uma visual novel de mesmo nome, Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka? (DanMachi) foi escrito por Fujino Ōmori ( tanto o visual novel quanto o mangá). Possui sua animação produzida pelo estúdio J.C.Staff (One-Punch Man 2, High Score Girl, Zero no Tsukaima, Toradora!) e dirigida por Yoshiki Yamakawa (Hells, B: The Beginning, High Score Girl). O anime DanMachi consegue trazer suas inspirações em RPGs (Dungeons & Dragons, Final Fantasy) de forma natural para o seu próprio mundo.

Em um Universo onde os deuses desceram para a terra em busca de novas aventuras, limitando seus poderes divinos para perceber e experimentar as dificuldades que vicejam no mundo inferior.

O povo de Orario, cidade onde a história se passa, se juntam em grupos chamados famílias e cada família recebe o nome e serve uma divindade residente. 

Nosso protagonista Bell Cranel, é um aventureiro novato e único membro da família Hestia. Bell se esforça muito para um dia conseguir se ver ao lado de Ais Wallenstein. A garota é uma espadachim da família Loki, sendo uma das pessoas mais fortes de todas e que salvou a sua vida em uma caverna.

Com um plot bem padrão do gênero, DanMachi consegue ser melhor do que o esperado por tamanha imersão nos RPGs. Adicionando níveis de personagens, pontos de atributos juntamente com habilidades especiais e magias, o anime cria um universo bem complexo. Contudo, ainda simples.

Do mesmo modo, o ponto positivo que mais se destaca são os personagens. Todos eles, seja Syr, uma das garçonetes do bar “The Hostess of Fertility”, Welf, um companheiro de Bell, ou a Ais. Quaisquer personagens poderiam fácil ganhar seus próprios animes de tão carismáticos que são. Que no caso, a Ais possui o seu próprio (Sword Oratoria).

Infelizmente, nem tudo é perfeito aqui. O roteiro cria uma solução para determinado problema que parece que não estava planejada do jeito que foi mostrada. A própria solução poderia ter ocorrido antes mesmo de se agravar o problema.

Além disso, é criado também uma situação bastante forçada para gerar aflição na história. O que deixa determinado personagem estúpido para manter essa aflição até o ápice do momento para ter um “fechamento heróico”. No entanto se não fosse por essa escrita preguiçosa, poderia ter criado essa mesma situação mais naturalmente ao invés de forçar ações em personagens.

A trilha sonora consegue fazer o seu papel em melhorar as situações. Ela cria uma junção quase que natural entre as cenas e as músicas. Seja para gerar mais aflição em momentos necessários ou tornar algum feito mais épico ou simplesmente criar um clima deleitável.

Apesar dos pontos negativos, o anime consegue se superar ainda mais pela história interessante dos personagens, seu ótimo humor e o seu clima sempre agradável.

O anime sempre mantem um pé nos RPGs. Ele mostra características como “Evolução de nível”, “Melhoramento de atributos” e mudanças de itens. O anime consegue ser a melhor transcrição de um jogo RPG para um anime.

Os pontos negativos poderiam ser facilmente controlados, mas talvez por conta desse ser a primeira escrita do autor, é plausível esses “erros”. No entanto, em momento algum esses pontos negativos consegue ser maior do que os pontos positivos. Em suma a obra é ótima e com o que melhorar de maneira fácil.

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Tairon

Se gostamos de coisas diferentes, meu gosto é o certo.

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