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Domestic no Kanojo | Crítica

Domestic no Kanojo (Domestic Girlfriend) é um anime que mexe muito com o drama sentimental, ainda mais sobre as paixões durante a vida e que algumas vezes o tabu da sociedade impede o seu amor de ser concretizado. Domestic no Kanojo é uma história de romance escrito e ilustrado por Kei Sasuga, produzido pelo estúdio Diomedea (Aho Girl, Akuma no Riddle) na temporada de inverno de 2019 e tendo Shota Ihata (Girlish Number) como diretor.

O enredo é em torno de Natsuo Fujii, um garoto perdidamente apaixonado pela sua professora Hina Tachibana, que o enxerga e trata como uma criança. Em meio a sua vida escolar, em um encontro às cegas com seus amigos, conhece Rui Tachibana uma garota um tanto quanto quieta, que em uma conversa curta, ambos vão embora chegando até a casa de Rui, a qual propõe que ambos tenham uma primeira experiência sexual por curiosidade. Após o ato, Natsuo volta para sua casa, então no dia seguinte recebe uma notícia que seu pai irá se casar novamente. Portanto, quando ele conhece sua nova família por parte da madrasta, chegando à porta, vê Hina e Rui, descobrindo que elas eram suas novas “irmãs”. Então a história vai mostrando a convivência deles e a emoção que cada personagem principal vai criando em relação ao outro.

A trama do anime é bem interessante, mesmo parecendo ser um dos animes clichês que terá um hárem e o protagonista não fica com ninguém, Domestic no Kanojo supera essas expectativas, pois, trabalha mais os sentimentos dos personagens de fato, não tendo muita comédia ou ecchi forçado. Claro, ainda tem um pouco de cada, mas, principalmente o ecchi, é colocado de propósito para que tenha uma amostra dos instintos do personagem em si.

A relação construída com Natsuo, Hina e Rui é bem inesperada, tendo uma confusão de sentimentos entre eles, mas que pode ser considerado realista devido à “perdição” de cada paixão, como Natsuo pela Hina e a Rui pelo Natsuo. Durante a história, é mostrado outros personagens que têm papéis importantes na trama e outros que tiveram um pequeno foco. Por exemplo, uma amiga de Rui, Momo Kashiwabara, teve um episódio focado nela para montar a trama da mesma, o que não foi relevante nos episódios adiante; diferente do amigo de Fujii, Fumiya Kurimoto, que foi um importante ouvinte na vida dele, ajudando-o em momentos mais engraçadas e difíceis que o personagem passava.

A direção foi bem trabalhada, mas a falta de localização temporal deixou um “buraco” entre os eventos no anime, muitas vezes algo que aconteceu há três dias, na realidade foram apenas duas horas, logo os personagens não citam muito sobre quando ocorreu tal casualidade.

Outra questão que chamou a atenção foi a mudança de olhar da Hina em relação ao Natsuo. No começo da história foi mostrado que ela o tratava como uma criança, mas ao passar de alguns acontecimentos isso mudou drasticamente, em meio a história, faltou uma saga ou um pequeno arco para que desse um final aos últimos acontecimentos do anime.

A animação não é nada de se surpreender, não teve erros básicos ou detalhes mal desenhados, ainda mais a expressão dos personagens, já que a face mostra muita coisa sobre o drama da relação. Na trilha sonora, existem músicas para momentos tensos, tristes ou felizes, mas o mais importante, tem uma trilha sonora que serve como um segundo encerramento que durante algumas cenas, deixa o clima mais dramático. Ou seja, ambas as trilhas fazem sua diferença na animação.

O roteiro separou bem os arcos, e mesmo faltando algo no meio, foi bem desenvolvido, ainda mais para os personagens principais que tinham seus momentos para mostrar seus valores e personalidades.

Domestic no Kanojo é um anime bem dramático em questão do amor, mas isso não o deixa chato, o faz ficar mais interessante por ter seus momentos inesperados, fazendo com que o espectador queira saber mais sobre os acontecimentos futuros, pois não fica claramente como em um clichê.

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