Ano 198 da Era Solar em Tokyo, brigadas de incêndio especiais estão lutando contra um fenômeno chamado combustão humana espontânea, em que seres humanos se transformam em infernos vivos chamados de “Infernais”. Enquanto os Infernais são casos de primeira geração desse fenômeno, gerações mais desenvolvidas também tem a habilidade de manipular fogo sem deixar a forma humana.

(Fonte: Wikipedia)

Avaliação geral da equipe:

Impressões da equipe

Gusta – Fã de Pokémon

Sendo um dos animes mais esperados dessa temporada, Fire Force se apresenta como mais um shonen da massa. Não que isso seja algo negativo de fato, mas confesso que esperava um pouco mais do primeiro episódio. Gostaria de ter me interessado mais por algum personagem ou algum plot em especial, mas a trama seguiu tanto a fórmula clássica que terminou no “feijão com arroz” – é bom, mas eu vim querendo um prato melhor.

Contudo, a premissa do anime é bem interessante e tem potencial. Fiquei intrigado com os Infernais e o que está por trás desse fenômeno. Quem combate às criaturas são bombeiros ligados à uma instituição religiosa, e isso pode gerar tramas bem interessantes. Também, a animação é bem competente e fluida – principalmente nos flashbacks do protagonista, gostei bastante de como trabalharam os recursos para expressar visualmente não só o fato ocorrido mas também os sentimentos dele.

Acredito que vale assistir mais episódios e acompanhar o desenrolar dos fatos – só espero não me irritar mais com os fanservices inúteis, como ocorreu nesse primeiro.

Cena destaque:

Pode sorrir Shinra, seu anime tem potencial.

Dayane Braga – Fala pouco, mas fala tudo

O Primeiro episódio de Fire Force cumpre seu papel ao nos introduzir aos elementos, personagens e questões da obra. E, consegue despertar certa curiosidade, quando se trata do que ocorreu no passado de Shinra. O anime também possui outros elementos que podem ser abordados de forma interessante posteriormente.

Quanto aos personagens o único que fez com que eu quisesse descobrir mais sobre si foi o protagonista. E, sinceramente, o que foi apresentado, neste episódio, sobre os outros personagens não foi suficiente para me conquistar.

A animação é fluida e visualmente agradável, apesar de algumas inconsistências. Já a trilha sonora consegue cumprir seu papel, e ajuda a transmitir mais emoção, principalmente nas cenas de ação.

Cena destaque:

Se fosse eu, estaria chorando de desespero.

Pedro Ribeiro – Vai Filhão

Para explicar melhor dividi o episódio em três partes significantes que pautaram o episódio. Primeiramente, a introdução ao conceito base da história, que de maneira acertada demonstrando uma atuação prática da Companhia Especial de Fogo 8, fazendo com que o espectador sinta por si mesmo o conceito, ao invés de optar pela solução mais óbvia do diálogo expositivo. Após isso, nos ambienta visualmente ao interior da Companhia, que diga-se de passagem é extremamente criativa, misturando um quartel de bombeiros, uma igreja e uma fábrica, sem nenhuma explicação, deixando que a primeiro momento só contemplemos os cenários, que por si só já dizem muito (eu adorei o traço vivo e expressivo que o animê possui e todos os figurinos aqui), esse momento também apresenta os personagens e a piada em cima do sorriso do Shinra, que ao longo do episódio transcende os limites de uma simples piada para um simbolismo emocional absurdo. E ao final, intercala o primeiro desafio do protagonista para alcançar seu sonho e os flashbacks que dão o verdadeiro significado a provação atual, pois destrincham o passado dele e o ocorrido com sua família – pode ser até clichê, porém a direção e a mudança de estética do momento maximizam os sentimentos ao extremo. Com seu primeiro passo concluído e o desafio superado, o episódio fecha com uma completude exemplar do protagonista, desde de o trauma e a condenação até a superação e sua aclamação, desse modo, satisfazendo por completo o espectador.

Em uma visão geral mais sucinta, mesmo que possua uma cadência significativa de eventos, o storytelling demonstrado aqui foi magnífico, balanceou e convergiu muito bem as piadas presentes na rápida e carismática apresentação do grupo principal e a questão emocional que move o Shinra, ainda assim, sobra tempo o suficiente para um pouco de exposição de mundo e uma cena inicial simplesmente incrível. Além disso, a animação protagoniza os quesitos técnicos, dando destaque as coreografias e principalmente aos efeitos, dessa forma, deixando a trilha sonora como personagem secundário, mas que ainda assim é ótima e contribui significantemente para a eficácia das cenas. Sendo assim essas as qualidades que unificaram o episódio em uma espiral constante de intensidade incendiária a todo vapor.

Enfim, dinâmico, intenso, tocante e até mesmo flamejante, é como eu resumiria esse primeiro episódio, uma incrível catarse de emoções que chega com o pé na porta desde o primeiro minuto. Piadas engraçadas, animação de ponta, cenas de tirar o fôlego, uma ótima iluminação, uma linguagem cinematográfica bem desenvolvida, excelente ambientação, uma faceta sentimental já bem consolidada e um conceito inicial distinto e inovador, não poderia querer mais de uma obra do gênero. Concluindo, acendeu totalmente a chama do meu coração e assistirei aos próximos episódios já engajado e acompanhado.

Cena destaque:

Triste e bem dirigido, assim que é bom!