Dirigido por Akira Amemiya, que também dirigiu Ninja Slayer From Animation, SSSS Gridman também conta com grandes nomes como o músico Shirō Sagisu (Neon Genesis Evangelion) e o roteirista Keiichi Hasegawa (Ultraman, Kamen Rider, Rage of Bahamut) que dão um forte ponto para o que o anime queria e conseguiu entregar, que é ser um Tokusatsu.

Com toda a simplicidade que os Tokusatsus (Kamen Rider, Ultraman, Super Sentai) possuem, a animação de SSSS Gridman, feita pela colaboração entre Tsuburaya Productions (Ultra Series) com o Studio Trigger (Kill la Kill, Little Witch Academia, Darling in the Franxx) é uma clara homenagem aos Tokusatsus e principalmente ao original Gridman e sua adaptação Superhuman Samurai Syber-Squad.

A história apresenta o garoto Yūta Hibiki, um aluno do ensino médio que acordou na casa da Rikka, sua colega de classe, mas que por um motivo misterioso está com amnésia, sem conseguir lembrar seu próprio nome. Imediatamente depois, o garoto é chamado por um velho computador na loja da mãe da Rikka, que se apresenta como o Hyper Agent Gridman, dizendo que ele deve se lembrar de seu chamado. Com um surgimento de um Kaiju no meio da cidade, Yūta ouve o chamado do Hyper Agent novamente, e não exita em se unir ao Gridman para impedi-lo de destruir toda a cidade.

Com um plot simples e genérico, o anime se mantém no ritmo clássico de um Tokusatsu, onde um Kaiju aparece, o Gridman começa perdendo, até um de seus parceiros/equipamentos ir ajudá-lo na luta, em que ele sai vencedor. Fazendo um ciclo não tão divertido para os não amantes do gênero.

Infelizmente, o anime se foca muito em ser um Tokusatsu, que acaba não inovando em nada em suas cenas de luta, deixando o combate levemente tosco; como dar nomes a todos ataques especiais gritando-os a uníssono, mas mesmo diante disso, as músicas tocadas durantes os embates são sempre ótimas, criando um clima de conflito interessante que te ajuda a esquecer o quão medíocre é seu 3D.

Um ponto bastante negativo é o fato de alguns personagens serem nem um pouco relevantes para a história, como o protagonista Yūta que só serve para “chamar” o Gridman, e o Utsumi (seu colega de classe), que com uma desculpa feia é fixado no grupo principal do anime e se mantém fazendo vários nadas.

A opening “UNION” feita por OxT, junto das cenas compostas na abertura traz uma forte sensação de heroísmo o que é ideal para o gênero, mas a ending “youthful beautiful” feita por Maaya Uchida é genial. A música é linda, e possui uma letra muito bonita. Além disso as cenas do encerramento possuem um significado simples e bonito quando começa a assistir o anime, retratando uma amizade entre as protagonistas Akane e Rikka, evoluindo o significado da ending após o final do anime, tornando-a absurdamente épica.

Se o anime não tivesse “Gridman” no nome, poderia ser melhor, pois o deixaria com um final mais interessante e surpreendente. Porém, se for recorrer às séries Gridman isso pode fixar uma ideia, o que o torna menos interessante para todos que não assistiram ao Gridman de 1993.

6.0
Nota final

Prós

  • Ótima trilha sonora
  • Alguns personagens são carismáticos
  • Final brilhantemente épico

Contras

  • Possui “Gridman” no nome
  • 3D medíocre
  • Alguns personagens inúteis
  • Conflitos que não evoluem nada a história
  • Possui mais episódios do que deveria
Animação
6
Roteiro
6
Trilha Sonora
8
Personagens
4

Veredito final:

O anime pode afastar aqueles que não se interessam por Tokusatsu, uma vez que ele se prega nesse ‘gênero’ e não inova em quase nada, além de demorar para apresentar o plot principal, o que faz o anime ter vários episódios só de combates desnecessários, mas mesmo com isso, o final do anime o faz valer a pena até para os não amantes.