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The Promised Neverland | Crítica

The Promised Neverland é uma adaptação do mangá de mesmo nome, escrito por Kaiu Shirai e ilustrado por Posuka Demizu. Adaptado para anime pela CloverWorks (Darling in the Franxx, Persona 5: The Animation, Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai) e dirigida por Mamoru Kanbe, que também trabalhou em outras grandes obras como “A Place Further than the Universe”, “Elfen Lied” e “Cardcaptor Sakura”. The Promised Neverland, apresenta a história de um grupo de crianças órfãs que vivem em uma espécie de fazenda, longe de tudo e rodeados por mistério.

Emma, uma órfã de onze anos, alegre e cheia de energia, que vive no pequeno orfanato Grace Field House junto com seus trinta e sete irmãos adotivos. Dentre eles, Norman, um garoto calmo e racional, mas que se deixa levar por Emma, e Ray, que também é bastante sensato, mas por outro lado, é anti-social e prefere ficar sozinho. Além das crianças, existe uma mulher no orfanato, carinhosamente chamada de Mama, que cuida de todos eles.

Por amá-los muito e se importarem bastante com seus irmãos, Emma e Norman acabam descobrindo um grande segredo envolvendo o orfanato, e isso muda para sempre a vida de todos, embarcando em uma história de mistério.

A dinâmica e a diferença de personalidade entre os três personagens principais os tornam maravilhosamente carismáticos. Emma sendo o coração do grupo, pensando com o emocional junto ao raciocínio para tentar manter o grupo sempre unido, mesmo perante a obstáculos, mas sem nunca deixar de pensar em seus irmãos. Norman e Ray sendo ambos a lógica do grupo, usando a razão acima do emocional para criar suas estratégias, mas usando argumentos diferentes devido a suas personalidades distintas; criando sempre debates interessantes entre os três, fazendo com que todas as cenas do trio funcionem bem.

Em contrapartida, todas as outras crianças possuem quase zero de carisma, sendo difícil até de lembrar seus nomes ou suas personalidades, quando se tem uma, deixando o anime levemente chato quando não está focado no trio.

Por embarcar em um mistério com bastantes riscos, envolvendo o orfanato; a animação fez um excelente trabalho nos rostos dos personagens, mudando o traço e deixando-os mais sérios ou fofos quando precisam ser, mas que infelizmente não é o bastante para te deixar aflito por todo o anime devido à algumas decisões do roteiro, tais como, mostrar o “verdadeiro vilão” como a ameaça maior.

A animação consegue ser o ponto mais positivo do anime, sabendo os momentos certos de utilizar planos longos para criar uma tensão maior e casando perfeitamente com os cenários, criando uma ótima atmosfera de mistério e suspense, e que é ainda melhorada com as ótimas músicas de fundo.

A Opening, (“Touch Off”) por UVERworld, além de ser uma boa música, possui uma cena que conta bastante o que é o anime, sem de fato mostrar tudo, criando um bom clima de mistério. Possui também duas Endings (“Zettai Zetsumei” e “Lamp”), ambas excelentes músicas por Cö shu Nie, mostrando pequenas imagens de acontecimentos simples no orfanato.

Apesar de não conseguir manter o clima de terror e suspense por muito tempo e alguns personagens tomarem decisões que não fazem sentido ao que se vinha construindo, o mistério criado é envolvente o suficiente para te fazer querer saber mais sobre o mundo e até onde vão essas crianças.

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Tairon

Se gostamos de coisas diferentes, meu gosto é o certo.

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