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The Quintessential Quintuplets | Crítica

Ficou em dúvida qual foi a “Best Girl” da temporada de inverno? Pois, nesse anime você encontrará, não só uma, mas cinco opções para serem a “Best Girl” da temporada. Go-Tōbun no Hanayome (The Quintessential Quintuplets) é um mangá escrito e ilustrado por Negi Haruba, lançado na temporada de inverno (janeiro) pelo estúdio Tezuka Productions (Dagashi Kashi 2, Dororo) e tendo como diretor Satoshi Kuwabara (Dagashi Kashi 2, Black Jack).

Go-Tōbun no Hanayome conta a história de Uesugi Fuutarou, um estudante esforçado e estudioso do segundo ano do colegial que economiza em praticamente tudo por conta de sua família pobre, mas acaba recebendo uma proposta irrecusável de trabalhar como professor particular de cinco garotas, mais especificamente quíntuplas; Nakano Ichika, Nakano Nino, Nakano Miku, Nakano Yosutba e Nakano Itsuki, do mesmo ano e colégio. Assim, a história mostra o dia-a-dia de Fuutarou como professor, em que ele se interage com cada uma das cincos e com seus sentimentos sendo construído durante a história.

O anime é um harém de vida escolar. Todas se apaixonam pelo protagonista, arco da excursão, teste de coragem, enfim, um clichê, . No entanto, o que chama a atenção nesse anime são as personagens, mesmo a história sendo comum. O espectador fica intrigado em como as garotas fazem a diferença, além disso, tem um ponto importantíssimo que não o torna tão clichê, ele possui um final fechado, isso mesmo! Você não leu errado e não é spoiler, logo no primeiro episódio mostra o casamento de Fuutarou com uma das quíntuplas, mas como são cinco gêmeas,  acabamos não conseguindo distinguir qual delas está se casando.

A direção do anime foi bem construída, cada personagem teve seu tempo para demonstrar como são realmente e mesmo após cada uma ter seu próprio arco, nenhuma perde seu foco ou fica de lado, estando presentes em todos os episódios. Só senti falta de um arco focado na Yotsuba, por exemplo. No anime foi mostrado como Miku se sente em relação ao Fuutarou ou a Ichika que estava pensando sobre seu futuro, todos mostraram como realmente são, já a Yotsuba continua a mesma, ela é a que tem mais participação como alívio cômico dos episódios, contudo, não se tem um foco exato nela. E a falta de citar mais o passado deles, pois, pelo que parece o primeiro amor do Fuutarou é uma das quíntuplas, mas é mostrado isso apenas  uma vez e não se é falado novamente.

A trilha sonora é comum, usados no tempo certo e bem variado para cada situação. Dando ênfase na abertura que é cantada pelas cinco personagens principais, sendo suas dubladoras as que cantam a abertura. Em relação à animação, ficou muito a desejar, existem momentos em que o rosto dos personagens não estão muito bem desenhados ou a mudança de traço repentina. Por exemplo, em alguns momentos são usadas os traços do encerramento, que é bem diferente do anime. 

No entanto, algumas cenas ficaram bem desenhadas, com momentos fofos em que se usa um traço de animação mais suave e cores bem calmas. Já os dois últimos episódios são bem melhor desenhados em comparação ao começo e ao meio do anime.

Go-Tōbun no Hanayome foi um dos animes mais divertidos de comédia romântica de 2019, tendo também um roteiro bem diferente de trazer o “final” no começo e logo passar a mensagem que o protagonista escolherá uma delas. A única coisa que nós, telespectadores, podemos fazer é torcer pela “Best Girl” que você mais gostou e se identificou.

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