No post de hoje venho trazer a resenha de um dorama muito especial, pois quando se fala dele para quem já o viu os olhos brilham da tamanha perfeição.

Nome: Fated to Love You (Coreano)

Sinopse: Um herdeiro chaebol e uma garota que se compara a trivialidade do “post-it” são forçados a se casar após os resultados de um caso de uma noite se tornar uma gravidez inesperada.

 

 

 

Fated to Love You acompanha a história de Kim Min-Young uma mulher tímida e otimista, que muitas vezes é feita de boba pelos seus “colegas” de trabalho por ter essa personalidade passiva. Também seguimos a trajetória do lunático e rico Lee Gun, sendo o único herdeiro de uma grande companhia sua família teme pelo término da sucessão na mesma linha genealógica se Lee Gun não se casar e ter um filho. Mas ele já tem seus planos de acalmar sua família (além de seu coração) em mente. Em uma viagem para um hotel luxuoso em Macau ele irá pedir sua namorada, uma bailarina que por motivos de trabalho teve que sair da Coréia e agora volta com planos de ficar, em casamento.

Por coincidência, Kim Min-Young ganha uma viagem para o mesmo hotel. O pacote é de uma viagem de casal e ela acaba levando um colega de trabalho que sempre mostrou-se atencioso com ela e aproximou-se recentemente.

A confusão começa quando dois ex-empregados de uma empresa que Lee Gun comprou (e demitiu todos os funcionários que só tinham aquela oportunidade de emprego por morarem numa ilha) pretendem sujar a imagem dele nessa viagem o fazendo ter um caso de uma noite com uma mulher desconhecida. O plano começa a dar errado quando a garrafa com o “estimulante sexual” cai em um córrego e é levada para longe deles. Por coincidência do destino a garrafa é atraída para as mãos de Kim Min-Young que toma sem pensar duas vezes por um momento de emergência.

Após conseguir enganar Lee Gun para tomar a bendita água batizada, eles preparam tudo para a chegada da tal moça desconhecida. Mas por uma troca de números de quarto, Kim Min-Young acaba nesse quarto pensando ser o dela… E aí, já imaginamos o que aconteceu.

 

O plot (ponto inicial da história) é longo, portanto temos de 2 a 3 episódios para toda a sinopse acontecer, contudo decidir me conter nos detalhes para deixar aquele gostinho de ‘quero saber o que vai acontecer’.

O roteiro é muito bem construído, tendo amadurecimento de personagens bem trabalhados e reviravoltas de tirar o fôlego (lembrem de mim na m*rd* da cena da m*ld*t* da caneca caindo no chão). Contudo caí algumas vezes em questões clichês cansativas (como os second lead, protagonista masculino e feminino secundário) que sentimos que só está lá pois faz parte da obra original, mas que poderia ser melhor trabalhado (nunca para atrapalhar o casal principal rsrs).

Temos aqui dois protagonistas totalmente opostos, mas que em seu contato vamos percebendo o quanto eles se fazem bem. Diria que é um romance bem terno para uma situação complicada. Eles não se apaixonam logo de cara, mas antes de saber da grande notícia tornam-se bons amigos que entendem e querem ajudar um ao outro. Mas que sem aquele puxão da realidade talvez não encontrassem essa conexão, pois é sempre mostrado o quanto eles estavam próximos e não tinham noção.

 

Kim Min-Young é a típica protagonista boa demais que todos nós nos apaixonamos de cara e queremos proteger. Ela muitas vezes é tão inocente e perdida em relação a vida que dava vontade de guardar num pote e avisar ao mundo que ninguém poderia fazer mal a ela de novo. Um dos grandes temas que essa personagem aborda é a autoconfiança. Min-Young é alguém que vê até em seu próprio nome uma pessoa comum e sem valor. Ela vive acomodada com a imagem negativa de si, pensando que nunca merece o que deveria estar lutando por. Ao longo do dorama vemos um crescimento muito bem construído dela aprendendo quem é, tendo consciência do que pode fazer e ser se colocar esforço, confiança e dedicação em seus atos e pensamentos.

 

Lee Gun é o típico chaebol de primeira impressão arrogante, mas quando você o conhece vê o bom coração e a ingenuidade de um garoto. Amo como ele dá valor a sua família (principalmente a avó) e assume responsabilidades negadas por muitos. É um personagem de erros e acertos que nos faz sentir sua humanidade. Também gosto muito como ele ajudou a busca da autoconfiança na Min-Young, algo muito diferente das ações de outros típicos chaebols dos doramas.

O dorama também contém momentos de comédia preciosos, principalmente envolvendo a risada maligna e caricata do Lee Gun. Como também possui momentos de drama genuínos e muito bem construídos aliando som e imagem para nos fazer suar pelos olhos e sentir aquele arrepio na espinha. O dorama soube muito bem aliar os momentos diversos sem algo parecer cômico em momentos que não são.

A OST é maravilhosa, pontuando ‘Goodbye My Love’ da Aliee que é como um hino para esse dorama e que recomendo para escutar depois de terminar a obra e sentir aqueles flashbacks de pura dor e sofrimento.

Não há como falar desse dorama sem abordar o assunto central dele que é a gravidez inesperada. Gostei muito como o dorama pontuou o fato de que os dois escolheram ter o filho. Ninguém forçou eles a construir aquela relação, ambos tiveram seus momentos para reflexão e escolheram o caminho que percorreram, por mais difícil, confuso e triste que pareça no começo. Se tivessem escolhido outro caminho o dorama mostrou que era possível e não é nada a se envergonhar, mas sim é algo a se pensar conscientemente.

Isso é tudo pessoal! Eu espero que vocês tenham curtido a resenha e comente aqui suas opiniões.