Estamos acostumados a encontrar críticas em diversas plataformas sejam filmes, livros, gastronomia, álbuns musicais, jogos ou obras de arte. Muitas pessoas acreditam que “ser crítico” é avaliar algo de forma negativa, quando na verdade o termo “crítica” significa: “A arte de julgar”.

Quando observamos sites como IMDB, My Animelist ou Anichart com rankings de pontuação a respeito de determinado filme ou anime, a avaliação feita não é baseada em um julgamento de um crítico veterano e sim pela experiência que os espectadores tiveram ao assistir a obra. 

A percepção de como as pessoas receberam a mensagem de um produto de entretenimento serve de muita ajuda para que críticos possam complementar sua análise, mas nem a preferência pessoal do espectador nem a do crítico servem substancialmente como a razão principal de julgamento. O que isso quer dizer? Quer dizer que uma avaliação crítica de qualidade deve levar em consideração critérios impessoais e não o próprio gosto ou sua popularidade perante o público.. 

 

E que critérios seriam esses? 

Seria muito fácil avaliar qualquer coisa sem precisar estudar e ter conhecimento mas calma que com algumas dicas logo logo você vai estimular seu senso crítico sobre animes.

Antes de mostrar os fatores específicos na hora de avaliar um anime, é preciso entender que uma crítica é um julgamento de mérito, ou seja, analisa a importância ou valor que algo têm, levando em conta todos os detalhes que dele fazem parte.

Esse julgamento considera quatro pilares que se complementam: estética (levando em conta fundamentos artísticos), lógica (considerando um raciocínio), intelecto (se levar em conta um conceito) e moral (se contemplar uma conduta). Às vezes um fator recebe mais atenção do que o outro mas muitas vezes obras de renome acabam por florescer nessas quatro áreas do fundamento crítico.

 

Mas e os fatores específicos do universo dos animes?

Todo anime por mais sem noção que pareça, passa uma mensagem. Mas nem sempre cumpre com êxito a forma com que a ideia chega ao consumidor. Resultado? Inconstância e furos de roteiro.

Qualquer produto de entretenimento tem por ideia principal comunicar uma mensagem. Da mais superficial como por exemplo promover a venda de jogos ( ecchis de date simulator ou otome game) ou o “poder da amizade” (visto em muitos shonens por aí), até a mais profunda reflexão sobre um assunto específico (seinen que trate sobre depressão, monopólio tecnológico, ecologia, etc).

O mais importante na hora da avaliação é notar a forma como esta mensagem chega até o espectador por meio da execução da equipe e do estúdio responsável pela produção do anime através de alguns fatores como: roteiro, direção de arte, trilha sonora, concept de personagens  e conceito. A união e execução desses fatores deve ser avaliada na hora de fazer a análise crítica de um anime. Abaixo vamos desmembrar as que considero fundamentais.

 

Inovação:

Evangelion é creditado com a reinvenção (e rejuvenescimento de interesse) no gênero mecha, influenciando a animação japonesa em um momento em que a indústria estava em uma recessão, e impactando a disseminação global da anime. A maneira madura e sutil da série tratou de temas de depressão, niilismo e horror existencial, inaugurando uma nova era para os animes.

A inovação pode ser aplicada em inúmeras áreas de um anime, desde uma nova abordagem técnica de animação como a rotoscopia ou stop motion, expressão gráfica inusitada, design de personagem ou uma nova ideia de tema. Quando notamos que cada temporada possui cerca de 40 títulos “novos”, torna-se cada vez mais raro encontrar uma história diferente que chame atenção.

Não significa que seja somente por isso, mas a grande parte dos animes clássicos entraram para o hall da fama por romperem com padrões de repetição que existiam na época, investindo em adaptações e produções originais, diferentemente dos muitos estúdios que não têm ousadia nem verba, preferindo copiar uma fórmula que já tenha dado certo com a audiência anteriormente.

E como saber se um anime é uma cópia de outro ou é uma ideia nova? Tendo repertório. Assistindo animes de diversos gêneros e épocas a gente começa a perceber quem influenciou, quem quebrou padrões e quem copiou ou foi inspirado.

Inovar custa caro e pode ser um tiro no pé caso os produtores não saibam onde estão pisando, mas sem sombra de dúvidas um produto novo tem muito mais prestígio pela originalidade do que uma obra clichê que pode ser facilmente confundida com outra já existente.

 

Roteiro:

Fullmetal Alchemist conseguiu atingir o que muitos roteiristas almejam: Um roteiro inteligente, envolvente e principalmente: sem furos.

O primeiro passo para a criação de um anime, antes mesmo da sua pré-produção é a criação do roteiro. Este pode tanto ser baseado em uma light novel, em um mangá já existente ou ser de produção original do estúdio envolvido. Mas o que define um bom roteiro?

Um bom roteiro normalmente parte de uma premissa simples, que ao ser executada vai se encorpando. Em Fullmetal Alchemist, um dos animes mais aclamados de todos os tempos, poderíamos resumir sua proposta principal como: “Nada pode ser obtido sem um sacrifício”. Que nada mais nada menos é a essência da lei da troca equivalente cujo mangá retrata.

Além disso, ser fiel a essa proposta é fundamental para que a narrativa não perca sentido. Se o autor deixa perguntas sem respostas, finais abertos ou trai os valores pré estabelecidos de um personagem sem motivo, o roteiro perde foco criando expectativas que não são nem atingidas, nem consistentes.

Um bom roteiro é a base de tudo. Se ele não for bem fundamentado, todo o resto pode ruir. Essas histórias devem ser reais contendo personagens com conflitos palpáveis nos quais podemos nos espelhar. A vida inspira a arte, sendo o roteiro um espelho da realidade, fruto da vivência e da percepção do roteirista.

Hiromu Arakawa, autora de FMA, afirmou que uma boa história é aquela que “encontra o equilíbrio perfeito entre cumprir as expectativas do leitor ao mesmo tempo em que traí essas expectativas” fazendo com que a narrativa não se torne previsível e atenda a demanda que foi incitada no espectador.

 

Mas por que tantas histórias se parecem? 

Veja se você conhece um anime parecido com isso: 

“Herói ou heroína descobre ser detentor(a) de poderes/habilidades fantásticas e precisa aprender a dominá-los para salvar a humanidade num período de opressão.” 

Lembrou de algum anime ou filme nesse formato? Pois bem, essa fórmula foi inspirada na teoria da “Jornada do Herói” percebida pelo antropólogo Joseph Campbell, que mapeou sua aplicação em diversas obras desde Homero até Star Wars.

Nossos queridos animes não estão livres dela. Sakura Card Captor, Naruto, YuYu Hakusho são apenas alguns exemplos de animes que seguem esse formato e isso não significa que sejam histórias sem criatividade. Saber usar as ferramentas disponíveis dando o seu toque de originalidade muitas vezes faz com que ninguém repare que o formato de sucesso que foi tão usado está ali.

Por isso, é importante que um roteiro permita que o espectador perceba aos poucos a história sem entregar tudo mastigado. O principal é criar um sentimento de catarse, onde quem assiste se sente estimulado emocionalmente, instigado mentalmente e representado de alguma forma.

 

Animação:

Esses são os “key frames”, cenas chaves do início, meio e fim de um movimento que são a base de uma animação 2D

Você sabe como um anime é feito de fato? Depois que o roteiro é finalizado, e que o layout tanto dos personagens quanto dos planos de fundo já foram planejados é hora de criar o storyboard, um roteiro desenhado para esquematizar as cenas com todos os ângulos e movimentos dos frames que serão animados.

A fluidez de uma animação depende de duas áreas complementares chamadas “key animation e “animação entre frames”: Os “key animators” são profissionais responsáveis por desenharem os frames principais daquela cena (primeiros, do meio e últimos frames que são os mais bem feitos normalmente). 

Já o pessoal da animação “in between” são membros menos experientes que desenham os frames que estão entre os “key frames” cuja função é garantir uma animação fluida e homogênea (mas que algumas vezes deslizam e surgem as famosas pérolas com personagens distorcidos e bizarros) que pode ter de 24 a 60 frames por segundo.

São mais de quinze mil frames em apenas um episódio e apenas uma pequena animação de alguns segundos pode demorar meses para ser produzida, como foi o caso da cena de fuga do Levi em na terceira temporada de Shingeki no Kyojin que demorou 6 meses para ser concluída.

Este é um pequeno exemplo de como a alteração da paleta de cores no mesmo cenário pode influenciar na percepção da emoção ou clima que está sendo comunicado sutilmente. Faz diferença, não?

As paletas de cor usadas para colorir um anime no setor de composição, são como o que chamam de “fotografia” no cinema e dependendo da forma como são exploradas, podem retratar emoções diferentes, a personalidade de um personagem ou contextualizar cenários – todos fatores cruciais para manter o ritmo da narrativa. Existem diretores como Moriyama You cuja característica gráfica é a paleta de cores, fator presente nos tons terrosos em seus trabalhos com Shingeki no Kyojin e Megalo Box por exemplo.

Há pouco mais de uma década atrás o trabalho de colorir as cenas (sejam elas planos de fundo ou personagens) era feito manualmente em lâminas sobrepostas, o que tornava o processo caro e demorado mas após a evolução dos softwares de computador, boa parte das artes são feitas digitalmente havendo também a inclusão de elementos em 3D que são inseridos (nem sempre de forma bem encaixada) para facilitar e baratear as animações.

 

Trilha Sonora:

A trilha sonora de Kimi no Na Wa criada pela banda RADWIMPS é um exemplo perfeito em como a música pode enaltecer ainda mais um anime.

A trilha sonora faz total diferença em um produto audiovisual. Devemos lembrar que trilha sonora não se aplica só às músicas das aberturas e encerramentos, mas sim a todos os componentes sonoros como narração, dublagem, trilha instrumental, ruídos e sons de ambiente. Acima de tudo, uma boa trilha sonora é aquela que fica marcada como hino na cabeça do espectador. 

Além de parcerias com artistas e bandas talentosas, a contratação de compositores experientes normalmente resultam em boas trilhas sonoras como é o caso de Fairy Tail com o compositor Yasuharu Takanashi e Naruto com Toshiro Masuda.

Mas não é só isso. A música precisa fazer o espectador se situar nas cenas ao mesmo tempo em que as complementam lhes dando ritmo; ajudando dessa forma na imersão e sensibilização do público que pode se sentir empolgado, com medo, triste ou divertido. Um ótimo exemplo de bom uso de trilhas cantadas  principalmente nas cenas de ação se faz presente em Shingeki no Kyojin e Kill La Kill ambos animes com músicas de Mika Kobayashi como “Attack on Titan” e “Before My Body is Dry” que acrescentaram ainda mais potência para os momentos eletrizantes.

Também pode-se fazer observações que tenham chamado a atenção sejam positivas ou negativas) tanto sobre a voz original (ALÔ ASTA PARA DE BERRAR) ou dublagem como é o caso da brasileira presente em Yuyu Hakusho melhorando ainda mais o anime.

Quanto ao som ambiente, este consiste em pequenos efeitos sonoros que trazem tridimensionalidade a obra (principalmente se reproduzida em sistemas de som 5.1 – vulgo home theater)  como passos, vento ou madeira rangendo, recursos estes que foram muito bem explorados em Violet Evergarden por exemplo.


Criação de personagem:

Além da personalidade, os personagens precisam ser retratados graficamente com precisão não só fisicamente mas emocionalmente com suas expressões faciais. Boku no Hero Academia tem personagens muito cativantes não só por suas personalidades mas como interagem com os criativos poderes que possuem.

O que faz um personagem ser original? Além é claro da sua concepção física também temos sua personalidade. Lembra do Campbell e a “Jornada do Herói”? Esse gênio também identificou uma série de arquétipos (modelos de personalidade) que foram encontrados ao longo do tempo em histórias como: o herói, o vilão, o alívio cômico, o mestre, entre outros.

Fora isso também encontramos dentro do universo dos animes e mangás personalidades pré-estabelecidas como o tsundere, o ikemen, a loli, etc que se tornaram modelos de referência para o desenvolvimento de personagens neste setor, não necessariamente sendo algo que colabore com uma boa construção.

Todas as histórias que capturaram a atenção do público têm algo em comum: o autor despertou um interesse em saber mais sobre os personagens. No primeiro contato com personagens chamativos, o espectador percebe que há algo de interessante a ser descoberto sobre eles.

É necessário criar um personagem complexo, introduzir um conflito que gere uma mudança em sua rotina, e mostrar suas tentativas em restabelecer um senso de equilíbrio em sua vida. Um personagem perfeito, sem falhas de caráter, medos, pontos fracos e comportamentos contraditórios não é verossímil, e logo não provoca identificação com o público. Boa parte dos alunos da turma 1-A de Boku no Hero Academia são idolatrados pelos fãs pela incrível capacidade do autor Horikoshi em retratar figuras tão humanas e falhas quanto nós mesmos.

A chave para criar uma história que se conecte com a caracterização de um personagem acontece através do conjunto de relações e interações de atração e oposição que este tem com os outros participantes da história.

 

Adaptação de material original:

Devilman Crybaby foi uma reinterpretação recente do clássico mangá Go Nagai da década de 1970, tendo um anime feito pela TOEI em 73. Cry Baby mostra claramente a inspiração na obra original ao mesmo tempo em que desabrocha para uma interpretação moderna e inovadora.

Na maioria das vezes um anime é baseado em um mangá, jogo ou light novel que foi criado préviamente. As três linguagens são completamente diferentes de um anime sendo necessário fazer determinadas modificações para adaptar a história em um produto audiovisual.

O que acontece muitas vezes é o desconhecimento por parte do crítico em conferir a veracidade da adaptação para o original e seus pontos de divergência. O intuito não é deixar o anime igual ao original e sim retratar de forma leal todos os pontos chaves da história, aproveitando os recursos dinâmicos para enfatizar, dar vida, voz e personalidade a um roteiro que não possui esses recursos por serem produtos literários.

Além disso, é comum promover a obra original para que o espectador queira ter contato com ela e possa consumi-la, como é o caso de “Megalo Box” um tributo pelo aniversário de 50 anos de Ashita no Joe em uma história diferente foi criada inspirada no universo e linguagem gráfica da original.

 

Estúdio responsável e Equipe:

Cada estúdio tem a sua história e estilo particular que você só aprender a diferenciar quando passar a pesquisar e assistir animes com mais atenção.

Conhecer as características dos estúdios responsáveis pela animação é uma ótima forma de se situar sobre a execução ou adaptação de um anime pois cada um tem um estilo muito característico. Assim sabemos se determinado anime teve poucos key animators por conta de falta de verba ou de organização (como foi o caso da metade da terceira temporada de Boku no Hero onde parte dos animadores foi trabalhar no filme, caindo consequentemente a qualidade da animação do anime em alguns episódios). 

Também conseguimos com essa pesquisa saber se houve retorno financeiro na venda dos blue-ray’s, ocasionando uma segunda temporada de um anime com final aberto, saber sobre a parceria entre dois estúdios como A-1 Pictures e Trigger em “Darling in The Franxx” ou se não haverá nenhuma continuidade por conta de falência, como aconteceu com o ex estúdio Manglobe produtor de “Gangsta”,  em 2015.

Fora isso, conhecer os membros mais influentes de uma produção como o diretor do anime, roteirista, diretor de arte, produtor musical e se houve algum diretor convidado para cuidar de um episódio específico (algo muito comum é convidar alguém experiente que tenha determinado estilo para dirigir episódios chave) também é uma ótima forma inclusive de prever se um anime tem chances de ser um grande sucesso ou não antes mesmo dele ser lançado. Afinal, gente competente além de atrair mais gente competente, também faz um trabalho de excelência!

 

Ano e momento em que o anime foi produzido:

Muita gente torce o nariz para animes antigos por conta da animação e arte sem compreender a falta de recursos que temos hoje. Na década de 1970, “ A Rosa de Versailles” foi um dos animes mais notáveis a tratar dos papéis de gênero e a abordar abertamente a bissexualidade.

Não adianta querer avaliar a qualidade da animação de um anime dos anos 70 ou 80 por exemplo comparando-o com os parâmetros atuais ou sem conhecer em que época ele foi produzido. Que técnicas de animação eram comuns naquele tempo? Qual a estética gráfica presente? Que tipo de música era mais popular? Como estava o país financeiramente naquele período? 

Avaliar de forma negativa um anime mais antigo por não entender o que acontecia por trás dele é um erro comum, portanto pesquise sobre a época em que o mesmo foi lançado e como ele pode ter sido inovador e inspirador para os profissionais que hoje estão na indústria

 

Que dicas finais são importantes para criticar um anime?

Quer fazer boas reviews? Então vamos lá, anote essas dicas igual o Midoriya Shounen!

1. Tenha repertório

Veja muitos animes, de todos os gêneros e épocas. Só assim você vai começar a entender sobre cada período da história, influência, estúdios e quem influenciou quem.

  • Entenda minimamente de animação

Não adianta querer avaliar a direção de arte de um filme sem saber sobre rotoscopia, mescla de efeitos 2D com 3D, key animation, escolha de paleta de cores e etc. Estude um pouco sobre arte e animação para poder valorizar o que esse profissionais fizeram. Animação é um negócio caro e nada simples. Tem vídeos, documentários, livros e até artigo de TCC sobre. Pesquisa que você vai achar.

  • Conheça o perfil dos estúdios e profissionais da área:

Mad House não produz segunda temporada. Trigger sempre tem juventude, robôs e sexualização. Kyoto Animation é a rainha do Moe. Como eu sei disso? 

É que com o tempo você vai conhecendo as características dos estúdios ao ver animes produzidos pelos mesmos. Fora isso, conhecer os cabeças da equipe como a direção, direção de arte, responsável pela produção musical e até os seiyuus, te faz antes mesmo de assistir um anime novo, ter uma ideia do que esperar do mesmo.

2. Saia da sua zona de conforto: 

Não é para assistir só o que te agrada. Lembre-se, crítica não é sobre gosto pessoal. Tem que ser séria e imparcial.

  • Conheça a obra original e quem a inspirou

Além do repertório, leia sobre o mangá e autor(a) que deram origem ao anime. A história de vida, mangakás que o(a) inspiraram são boas dicas sobre o que influenciou a criação e se a adaptação faz jus a obra original.

  • Estude sobre cultura japonesa, mas não só sobre ela.

É muito importante estudar sobre os fatores sociais japoneses pois são eles que moldam a moral, os personagens e costumes. Mas não fique achando que é só isso. O mundo está cada vez mais conectado, aprenda sobre fatores externos que influenciam esses desenhos desde diretores de cinema ocidentais a lugares como a Antártida que inspirou o anime Sora Yori Mo Tooi Bashou. Ou a mitologia por trás de Mahoutsukai no Yome. Conhecimento nunca é demais viu?

Lembre-se, cada crítico tem o seu estilo e abordagem, não é obrigado a seguir o modelo sugerido acima mas deve-se manter uma uniformidade na forma com a qual você avaliará daqui para frente o que quer que esteja sendo criticado, assim você cria uma identidade como profissional e se aproxima de seus leitores que se identificarão com a sua forma de análise.

Por fim, aconselho que você assista ou leia a obra da qual quer fazer uma crítica no mínimo duas vezes. A primeira vez se entregue como consumidor, na segunda esqueça tudo o que viu e te encantou fazendo um check-list com os fatores específicos sobre animes (roteiro, personagens, trilha sonora e etc) que sua análise vai cobrir.

Espero que esse pequeno roteiro ajude você caro leitor(a) a descobrir seu senso crítico, se desenvolver como um formador de opinião e a colaborar para que cada vez mais a crítica e academia considerem os mangás e animes produtos de entretenimento complexos que merecem ser estudados e avaliados do ponto de vista filosófico, social, artístico e psicológico.

E aí, qual anime vai ter uma segunda avaliação seguindo essas dicas? Coloque aqui nos comentários! Qualquer dúvida ou pedido de material para estudo extra podem me pedir também.